A digitalização dos processos financeiros trouxe velocidade, praticidade e produtividade para as organizações. Porém, junto com essa evolução, surgiram riscos que muitas empresas ainda subestimam.

O envio de boletos por e-mail, uma prática comum no ambiente corporativo, tornou-se um dos principais alvos de golpes financeiros e ataques de engenharia social.

E o impacto vai muito além de uma falha operacional:

  • prejuízo financeiro;
  • danos à reputação;
  • perda de confiança;
  • interrupção das operações.

Hoje, proteger o fluxo financeiro não é apenas uma questão de TI  é uma decisão estratégica para a continuidade do negócio.

O invasor pode estar observando sua empresa por meses

Diferente do que muitos imaginam, ataques modernos raramente acontecem de forma imediata.

Em muitos casos, o criminoso invade uma conta corporativa e permanece monitorando a rotina da organização silenciosamente antes de agir.

Segundo o relatório IBM Cost of a Data Breach 2024, invasores podem permanecer mais de 200 dias dentro de um ambiente corporativo antes da execução do ataque final.

Durante esse período, eles:

  • analisam fornecedores;
  • acompanham conversas financeiras;
  • entendem o padrão de comunicação da diretoria;
  • observam datas de pagamento;
  • identificam cobranças de maior valor.

Quando o golpe acontece, tudo parece legítimo:

  • o e-mail;
  • a assinatura;
  • o tom da mensagem;
  • os dados da cobrança.

É exatamente isso que torna esse tipo de fraude tão perigoso.

MFA: uma das proteções mais eficientes contra invasões

Muitas invasões começam de forma simples: uma senha vazada.

A autenticação multifator (MFA) adiciona uma camada extra de proteção, exigindo uma segunda validação além da senha tradicional.

Segundo dados da Microsoft, contas sem MFA possuem risco muito maior de comprometimento.

Mesmo que a senha seja descoberta, o invasor não consegue acessar a conta sem a segunda autenticação.

Boas práticas para MFA

  • utilizar aplicativos autenticadores em vez de SMS;
  • exigir MFA para e-mails corporativos e sistemas financeiros;
  • aplicar MFA principalmente em contas administrativas e diretoria.

Hoje, o MFA deixou de ser opcional. Ele é uma necessidade básica de segurança.

Saiba mais: https://ravel.com.br/blog/proteja-seus-dados-usando-mfa/

Como funciona o golpe do boleto falso

O golpe é sofisticado porque utiliza informações reais da própria operação da empresa.

Na prática, o criminoso intercepta ou acompanha um envio legítimo e altera apenas os dados bancários do boleto.

Visualmente, tudo parece correto:

  • logotipo;
  • fornecedor;
  • vencimento;
  • valores;
  • informações da cobrança.

A única alteração está no código de barras e na linha digitável.

Normalmente, o golpe segue estas etapas:

  1. o invasor monitora uma negociação;
  2. identifica um pagamento importante;
  3. altera os dados bancários do boleto;
  4. reenvia o e-mail simulando o remetente original.

Muitas vezes, o problema só é descoberto dias depois, quando o fornecedor informa que não recebeu o pagamento.

Saiba mais:  https://ravel.com.br/blog/e-mail-spoofing-o-que-e-riscos-e-como-se-proteger/

Protegendo a identidade digital da empresa

Sem mecanismos de autenticação de e-mail, qualquer pessoa pode tentar enviar mensagens utilizando o nome da sua empresa.

Por isso, protocolos como:

  • SPF;
  • DKIM;
  • DMARC;

são fundamentais.

Essas tecnologias ajudam a validar a autenticidade do domínio corporativo e dificultam fraudes de falsificação de e-mails (spoofing).

Além da segurança, também protegem a reputação da organização perante clientes e parceiros.

Saiba mais:  https://ravel.com.br/blog/o-que-e-dmarc/

riscos boletos por e-mail

O financeiro precisa de uma camada de proteção mais avançada

Além da invasão de e-mails, criminosos também utilizam campanhas de phishing para infectar computadores do setor financeiro.

Em muitos casos, o objetivo é:

  • roubar credenciais;
  • monitorar atividades;
  • disparar e-mails fraudulentos a partir do computador comprometido.

O problema é que muitas organizações ainda dependem apenas de antivírus tradicionais.

Os ataques modernos evoluíram.

Hoje existem ameaças “fileless”, que operam diretamente na memória do computador sem criar arquivos suspeitos no disco.

Nesses casos, antivírus convencionais podem não identificar o comportamento malicioso.

É aí que entra o EDR (Endpoint Detection and Response).

CaracterísticaAntivírus TradicionalEDR
Tipo de atuaçãoReativaProativa
Base de detecçãoAssinaturas conhecidasComportamento suspeito
Ataques filelessBaixa detecçãoAlta capacidade
RespostaBloqueio simplesIsolamento e resposta automatizada
VisibilidadeLimitadaCompleta

Para áreas estratégicas como financeiro, diretoria e administrativo, o EDR deixou de ser diferencial e passou a ser uma camada essencial de proteção.

Saiba mais: https://ravel.com.br/blog/o-que-e-edr-e-a-evolucao-do-antivirus/

A forma mais segura: reduzir o uso de anexos de boleto.

Enquanto boletos por e-mail continuarem circulando, o risco continuará existindo.

Por isso, empresas mais maduras em segurança estão migrando para modelos mais seguros. Alternativas mais seguras:

Portal do cliente

O boleto fica disponível em ambiente autenticado, protegido por login e senha.

DDA (Débito Direto Autorizado)

O boleto aparece diretamente no internet banking do pagador, reduzindo drasticamente o risco de adulteração.

Mesmo assim, é importante validar:

  • nome do beneficiário;
  • banco;
  • CNPJ de destino.

PDF protegido por senha

Casos que a empresa não possui DDA ou portal do cliente, o PDF pode ser protegido por senha, exigindo validação adicional com o remetente.

Medidas simples que reduzem drasticamente o risco

Algumas ações possuem baixo custo e alto impacto na proteção financeira:

  • ativar MFA em todos os e-mails corporativos;
  • utilizar EDR nos computadores do financeiro;
  • revisar SPF, DKIM e DMARC;
  • proteger PDFs com senha;
  • evitar redes Wi-Fi públicas;
  • utilizar VPN para acessos remotos;
  • validar dados bancários antes de pagamentos elevados;
  • criar processos internos de dupla conferência;
  • realizar treinamentos frequentes com usuários;
  • exigir MFA também nos sistemas financeiros.

Mesmo com todas essas medidas, ainda é recomendável considerar um seguro cibernético para reduzir impactos em caso de fraude.

Segurança financeira é proteção patrimonial

Fraudes envolvendo boletos por e-mail falsos podem gerar prejuízos enormes em poucos minutos.

Mais do que uma questão técnica, cibersegurança hoje é proteção patrimonial.

Organizações que tratam segurança como prioridade conseguem:

  • reduzir riscos financeiros;
  • proteger sua reputação;
  • garantir continuidade operacional;
  • aumentar a confiança de clientes e parceiros.

A pergunta que fica é:

Sua empresa conseguiria absorver hoje um grande desvio financeiro sem comprometer a operação?

A prevenção custa muito menos do que o impacto de uma fraude.

Se precisar de apoio para avaliar os controles e proteções financeiras da sua empresa, a Ravel Tecnologia pode ajudar.

Faça o download da nossa cartilha de boas práticas para boletos por e-mail falsos >>>  Material – Boletos Falsos

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